Lance embutido: a conta que decide se vale a pena
Ele antecipa a contemplação sem tirar dinheiro do bolso — em troca de um crédito menor. Veja quando a troca compensa.
O lance embutido resolve um problema comum: a pessoa quer antecipar a contemplação, mas não tem o dinheiro do lance. A saída é usar parte do próprio crédito como lance.
Como funciona na prática
Numa cota de R$ 300 mil com lance embutido de 25%, você oferece R$ 75 mil que saem do próprio crédito. Se ganhar, é contemplado — e recebe R$ 225 mil para comprar o imóvel. Continua devendo as parcelas do crédito cheio.
Quando compensa
Quando o imóvel que você quer cabe no crédito reduzido. Se você precisava de R$ 225 mil e contratou R$ 300 mil pensando no embutido, a conta fecha desde o início.
Quando esperar custa caro. Aluguel de R$ 2.500 por mês por dois anos são R$ 60 mil que não voltam. Antecipar pode valer mais do que o crédito perdido.
Quando o mercado sobe rápido. Comprar antes de o imóvel valorizar pode compensar o crédito menor.
Quando não compensa
Quando você precisa do crédito cheio. É o erro mais comum: a pessoa dá o lance embutido e descobre que o dinheiro não compra o imóvel pretendido.
Quando você tem o dinheiro do lance. Se tem, o lance livre é melhor — você antecipa e mantém o crédito inteiro.
O que confirmar antes
- Se a administradora permite embutido, e qual o limite — costuma ser 25% ou 30%
- Se o embutido concorre no mesmo grupo do lance livre ou tem disputa separada
- Qual foi o percentual vencedor nas últimas assembleias do seu grupo
Lance embutido não é atalho grátis. É uma troca: menos crédito agora em vez de mais tempo esperando. A conta é sua.
